Rui Magalhães nas suas 12 teses sobre a cibercultura de uma forma erudita procura reflectir e colocar a ênfase às questões relacionadas com a cultura e a sua aplicação com a tecnologias de informação. O ciberespaço apesar da forte adesão depara também com uma forte resistência, mas não podemos dissociar este avanço civilizacional de outros que ocorreram pelo sec. XX.
Com o Ciberespaço, segundo o autor a liberdade formal atinge o seu ponto máximo enquanto que o discurso político perde o seu valor, além disso todas as fronteiras físicas são reduzidas, assim como signmifica o desaparecimento de objectos reais passamos a ter representações de objectos reais.
Com a facilidade de comunicação, todos comunicam com todos, assim como provoca a redução das disparidades entre aqueles que hoje podem aceder à informação nos seus objectivos universais.
O sujeito torna-se o objecto central, porque sem ele não existe a "rede". O elemento fisico tende a desaparecer o saber é universal apenas ficamos com a imagem de um ser humano.
O texto consegue determinar, com uma linguagem exaustivamente académica, os principais campos do ciberespaço pena é que apesar de as 12 teses serem válidas não são perceptiveis a qualquer comum mortal compreender o seu significado.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Net Generation
Há uma década atrás um autor Canadiano, Don Tapscott rotulava a geração do final dos anos 90 como a net generation. Esta designação, segundo o autor, é a geração de pessoas que se englobam entre, aproximadamente, os 12 e os 30 anos. Basicamente, é toda a gente que nasceu ou viveu grande parte da sua vida em contacto directo, e quase fundamental aliás, com tecnologia interactiva, podendo esta ser a Internet, telemóveis, etc. No fundo, tecnologia que possibilite contactos entre pessoas e acesso a praticamente tudo o que for desejado. Encontram-se em vários foruns, salas de discussão, "chats", por exemplo "messenger", redes sociais como o HI5 ou simplesmente navegar na internet, procurando informação em variados sites. "É uma geração de utilizadores, criadores e comunicadores. Não é por acaso que as crianças, adolescentes e jovens são hoje uma força pioneira nos lares e nas escolas no uso da Internet, do correio electrónico e de outras demais tecnologias. Mais do que isso, ela está a tomar o controlo dos mecanismos críticos desta revolução da comunicação. A hierarquia do saber começa a estar de pernas viradas para o ar. A nova geração aprende, diverte-se, comunica e trabalha num patamar a que as outras gerações não chegam, nem nunca chegarão em pé de igualdade". Podemos aqui antever um salto equitativo nos anos mais próximos.
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